Mario Filho - Administrador de Empresas, Líder de Equipes, Professor e palestrante disserta sobre temas de gestão e negócios neste século de mudanças!!!!
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Segurança nas operações de manutenção. Um fato real e preocupante.
Prezados amigos e colegas de manutenção. O tema levantado nesse texto está diretamente ligado a nós de alguma maneira. O objeto segurança em manutenção precisa estar intrínseco a nossa atividade mas muitas vezes não está visível ou percebível.
Estamos todos os dias envolvidos diretamente com os processos de fabricação e não paramos para perceber o grau de risco que estamos envolvidos. Podemos dividir em dois momentos os aspectos de segurança nas nossas atividades.
A segurança física, composta pelos EPI,s, EPC´s, NR´s, NBR´s dentre outras. Isto é físico como mencionei. Está escrito, está explicito a todos os trabalhadores de manutenção e deve ser seguido. As normas estão aí para serem seguidas e cabe as organizações cumprirem com as regras ou então serão submetidas a penalizações muito graves desde a autos de infração como interdições de máquinas ou até mesmo de plantas completas.
A auto segurança do funcionário é aquela que está presente em cada colaborador. É aquela que está sobre o livre arbítrio do funcionário da manutenção sobre o seguir ou não seguir regras e deveres em relação a segurança. E o principal é conseguir perceber o risco ao qual está exposto.
Gostaria de destacar o último item como pano de fundo para este artigo. Pergunto a vocês, nobres colegas de manutenção: - Como lidar com esta sensação de impotência perante a iminência de um acidente com os nossos funcionários e colegas? Estamos cientes que todos foram orientados, que todos os EPI´s de última geração foram fornecidos, que os diálogos de segurança estão sendo praticados, o FMEA de segurança está implementado. Mas aí ocorre um acidente. A causa raiz detectada, foi a não utilização de um EPI específico. Como agir neste momento? O quê fizemos de errado como gestores de manutenção ou colegas que deixamos um companheiro se acidentar? Uma confusão mental nos obriga parar e reavaliar nossos planos de prevenção de acidentes. Mas notamos que todos os sistemas de segurança estão em perfeito funcionamento. Mas o fato foi a conduta do funcionário. Como garantir que o funcionário utilize o equipamento de proteção individual?
Colegas; isso é muito mais consciência do risco do que qualquer outra coisa. Como somos homens de frente, que são na sua essência orientados à tarefa, não damos tempo para a análise do risco existente e acabamos abrindo mão da nossa própria segurança. Priorizamos a retomada do equipamento quando parado para manutenção corretiva, a qualquer preço e as vezes acabamos deixando um dedo, um olho ou até mesmo a vida dentro da empresa. Mas me atrevo a perguntar mais uma vez:- Porque fazemos isso? Qual o ganho que temos burlando sistemas e dispositivos de segurança? Porque não seguimos as regras de segurança com objetivo de entregarmos os equipamentos para uso em tempo recorde?
Amigos; são muitas perguntas que muitas vezes não possuem uma resposta certa ou errada. O fato é que estamos sempre priorizando o negócio da empresa esquecendo daquilo que realmente fazem nos manter na empresa. Que é a nossa segurança e dos nossos colegas e colaboradores.
Mas vamos ao ponto novamente. O que passa na cabeça de uma pessoa que não objetiva a utilização das normas de segurança? Podemos dizer que um indivíduo ao burlar ou não utilizar os equipamentos de segurança previstos esteja tentando um suicídio? Ou é irresponsabilidade pura? Ou está com problemas diversos e teve um momento de desatenção?
Claro que de todas as perguntas, quero acreditar que fatores externos ao momento profissional afetam diretamente a segurança dos funcionários de manutenção. Alguns fatores psicológicos estão diretamente ligados aos atos dos colaboradores.
Coloco em pauta a partir de agora, o trabalho da liderança praticado nas empresas. Como estamos fazendo a gestão dos nossos colaboradores? Vou discorrer sobre este tema e dizendo que muitas vezes ou a grande maioria das vezes, priorizamos a execução da atividade puramente técnica à avaliar os riscos que estão envolvidos nestas atividades. Então porque fizemos isso então?
As demandas e pressões pela competitividade nos dias atuais está cada vez mais acirrada gerando uma chamada loucura na administração das organizações. Como a manutenção é um dos departamentos que tem influencia direta sobre os ganhos e lucros, a manutenção sofre constantemente com pressões tanto na atividade como na gestão dos indicadores. O gestor da manutenção precisa estar “ligado” aos fatos e buscando reduzir os prazos de entrega mantendo a qualidade e a segurança. Mas prazo, qualidade e segurança nem sempre conseguem caminhar juntas. Priorizando a qualidade, o prazo se não bem avaliado, não será cumprido. O prazo se for muito curto, terá impacto direto sobre a qualidade e principalmente sobre a segurança que é o foco deste artigo. Vejam bem que uma coisa está vinculada a outra e que nenhuma das três vive sozinha. Priorizando uma delas, com certeza estaremos falhando em outras.
Mas o que realmente acontece no momento atual é a não atenção dos itens de segurança em busca da rápida resolução dos problemas. Isto é da nossa cultura ou do “jeitinho” brasileiro? Nossos técnicos de manutenção precisam mudar a cultura e abolir o “jeitinho” das atividades de manutenção. Se isso não for seguido, com certeza continuaremos tendo mortes ou funcionários com lesões permanentes devido ao não seguimento das normas e procedimentos de segurança.
Amigos e colegas. Conclamo a todos que busquem eliminar qualquer risco existente nas suas atividades. Falem diariamente nas suas reuniões de equipe, os aspectos de segurança da sua área de trabalho. Vamos zelar pela integridade física dos nossos homens de manutenção. Vamos dar respaldo as suas decisões. Ninguém deve ser obrigado a aceitar trabalhar em locais de risco e que afetem a saúde do trabalhador. Vamos lutar para reduzir esta taxa de acidentes que existe no Brasil.
Abraço a todos.
Mario Filho - Administrador de empresas, Pós-graduado em Engenharia de Manutenção - PUCRS, Gerente de Manutenção com 22 anos de experiência
O que é o Chefe
CHEFE, etimologicamente, é aquele que está à cabeça ou, melhor ainda, aquele que é a cabeça. A cabeça é que vê, pensa, promove a ação no interesse comum de todo o corpo.
Chefe é aquele que sabe, quer, e realiza, e também aquele que faz saber, querer e realizar.
Chefe é aquele que, sabendo, o que quer, sabe também proporcionar o esforço ao efeito que pretende obter.
Não se é chefe senão na medida em que se é capaz de fazer partilhar a qualquer grupo o ideal que se vive, levando-o a realizá-lo através de todos os obstáculos.
Decidir não custa nada; o que importa é que as decisões se volvam em acção; daí o concluir-se que para se ser chefe não basta mandar, mas há que saber escolher os homens de ação, educá-los, animá-los, ampará-los, "controlá-los".
Quando surge a hora das decisões que se hão-de tomar, das responsabilidades que se vão assumir, dos sacrifícios que se têm de suportar, onde descobrir os obreiros destas temerárias empresas, senão em naturezas superiores, impregnadas da vontade de vencer, que vêem com nitidez os únicos meios que conduzem à vitória, e que têm coragem para arriscar tudo ?! (Foch)
Compreende-se bem o sentido e a grandeza do nome "Chefe". Chefe é aquele que sabe fazer-se obedecer e ao mesmo tempo fazer-se amar. Não é aquele que impõe; mas aquele que se impõe. Para comandar homens, há que saber dar-se.
Ser chefe não é somente fazer uma obra: é sobretudo fazer homens, conquistá-los, uni-los; amá-los e ser amado por eles. Saint-Exupéry, em "Terre des Hommes", diz: "A grandeza duma função está talvez, antes de tudo, em unir os homens". A asserção é particularmente verdadeira, quando aplicada à função do chefe.
O chefe é mais que presidente. Este é por definição não um homem de pé, mas um senhor sentado que arbitra as opiniões daqueles a quem preside e consegue uma maioria preponderante. Pode ser hábil, influente; todavia, não comanda, não se trata dum chefe.
Ser chefe não consiste em dar provas de vigor, de eloquência, de audácia ou de habilidade. Ser chefe não consiste de maneira nenhuma em reunir à sua volta adesões sentimentais ou interesses. Ser chefe consiste essencialmente em saber como levar os homens a trabalhar em conjunto, em reconhecer e utilizar pelo melhor os recursos de cada um, em indicar o lugar em que este ou aquele possa render mais, em dar a todos o sentido da sua solidariedade e da sua igualdade perante a tarefa que lhes está confiada nos diferentes postos dum mesmo grupo.
O chefe não se define por sinais externos, mas por uma missão própria. Antes de tudo, chefe é aquele que tem encargo de outros.
Conhecer o homem em geral, os seus homens em particular, e a fundo os seus subordinados directos; conhecer de modo exacto os seus compromissos e respeitá-los; lembrar-se de que, na acção, actua sobre vontades e não sobre engrenagens; abrir, por consequência, horizontes largos à sua iniciativa; obter deste modo a docilidade, o zelo, o ardor em vez da passividade indiferente e mecânica; preferir à violência a disciplina voluntária; manter a subordinação dos interesses particulares ao interesse geral; levar sem desânimo as tendências centrífugas a uma coordenação fecunda - tal é a função essencial do chefe, para a qual se torna necessário e insubstituível.
O homem é um ser social, e a liberdade individual deve ser canalizada e disciplinada para o bem geral. Mas seria imprudente deixar à razão de cada membro da sociedade o cuidado de determinar o que o bem geral reclama dele, e ainda menos deixar apenas à sua boa vontade o cuidado de conformar com esse bem geral a sua conduta.
O chefe não é mais do que o mandatário do bem comum - daquele bem comum que deve interpretar, defender e realizar, ao serviço do interesse superior da comunidade e, portanto, finalmente, da pessoa de cada um.
O verdadeiro chefe reconhece-se por este sinal: basta a sua presença para levar os homens que dirige a entregarem-se por si próprios ao serviço da causa comum. Substitua-se "presença" por "lembrança", e teremos os grandes chefes.
Fonte: http//lideranca.aaldeia.net/
Postado por: Mario Filho
27/11/2010 @ 12:50:10
por André Gaidzinski
Mario, Felicidades pelo artigo, uma visao de ...
18/11/2010 @ 13:17:17
por Haini Butzke
Mario Gostei muito do articulo Parabéns Fique ...
24/04/2010 @ 21:11:10
por Orlando Hidalgo Guzman
Sempre enfrentaremos o problema da consistência ...
30/03/2009 @ 21:15:26
por Marcos Duda Schmitz
Parabéns pelo artigo, este assunto remete ...
30/03/2009 @ 20:36:05
por Marcos Duda Schmitz